Posts com a tag ‘terminalidade da vida’

Webinar sobre câncer e terminalidade da vida
11 de junho de 2011

A Fundação Americana de Hospices (HFA na sigla em inglês) hospedou em seu site de educação continuada o webinar (seminário na web) intitulado Lidando com Câncer no Final da Vida. O seminário discute como o câncer terminal afeta o paciente e aqueles próximos a ele. Relatórios, textos e links com recursos adicionais também estão disponíveis. Material em inglês. Para mais informações, visite: http://www.hospicefoundation.org/educate-yourself.

Folha de São Paulo publica matéria sobre ordem de não reanimar
1 de março de 2011

 O jornal Folha de São Paulo publicou, no dia 13 de fevereiro, matéria de uma página sobre a Ordem de Não Reanimar, resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que está para ser votada.

Para exemplificar e mostrar a importância do tema aos leitores do jornal, a jornalista Cláudia Collucci colheu depoimento da mãe de um paciente de 23 anos, portador de fibrose cística e infecção pulmonar em estágio terminal, atendido na UTI do Hospital Samaritano em São Paulo.

O relato da mãe descreve o atendimento recebido e a atuação dos médicos do hospital, que possui um programa de Cuidados Paliativos. A mãe descreve de maneira emocionada que a ordem de não reanimar foi uma decisão em família.

A ONR aplica-se a pacientes incuráveis e em estado terminal que sofram de parada cardiorrespiratória e deve constar do prontuário do paciente e com aval da família.

O texto está hospedado na Biblioteca Virtual do site da ANCP.

Aulas da Dra. Célia Kira na Biblioteca Virtual
31 de outubro de 2010

Duas apresentações da Dra. Célia Maria Kira, do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, estão na Biblioteca Virtual. As aulas foram apresentadas no IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos no começo do mês de outubro. Nelas, a Dra. Célia fala sobre conceitos de final de vida e os desafios da terminalidade em domicílio.As aulas estão abertas ao público e para encontrá-las basta ir ao link da Biblioteca Virtual e digitar o nome da Dra. Célia na ferramenta de busca.

Na Copa do Mundo dos Cuidados Paliativos, o Brasil fica entre os últimos colocados
25 de julho de 2010

Se a população brasileira fosse consciente da importância e necessidade dos Cuidados Paliativos como é de futebol, a situação poderia ser bem diferente. No entanto, uma triste realidade foi publicada agora em julho pela revista britânica The Economist: o Brasil ocupa a 38º posição em um ranking de 40 países no quesito assistência na fase final de vida.

A pesquisa foi realizada pela Economist Intelligent Unit e o relatório final, com o título de “A Qualidade da Morte”, apresenta um amplo panorama da assistência paliativa no mundo. A metodologia consistiu em entrevistas com médicos, especialistas e profissionais de saúde para compilar e checar as informações. Foram selecionados 30 países membros da OECD (Organization for Economic Co-Operation and Development) e 10 outros onde foi possível apurar os dados (incluindo o Brasil).

O relatório avaliou os países a partir de quadro diferentes categorias: a existência de assistência básica, acesso, custos e qualidade dos cuidados de fim de vida. Além dessas categorias, foram avaliados também 24 indicadores, dentre os quais expectativa de vida, investimento em saúde comparado ao PIB, conscientização da sociedade sobre Cuidados Paliativos e existência de políticas públicas para a área.

Entre os craques em Cuidados Paliativos estão: Reino Unido (1º lugar), Austrália (2º lugar) e Nova Zelândia (3º lugar). Na lanterninha, Brasil (38º lugar), Uganda (39º) e Índia (40º).

Para mudar esse quadro, o Brasil precisa trabalhar muito e rápido. Cuidados Paliativos devem ser tratados com seriedade em todas as esferas de governo, a começar pelo Ministério da Saúde, que deve encabeçar a formulação de políticas públicas no Sistema Único de Saúde, incluindo aí políticas de acesso a opióides.

As entidades representativas dos profissionais de saúde que fazem parte da equipe multiprofissional devem reconhecer a necessidade de Cuidados Paliativos e regular sua prática, seu padrão de qualidade e formas de atuação.

As faculdades de medicina e de outras disciplinas devem incluir Cuidados Paliativos na graduação, estimular a especialização, a pós-graduação e a pesquisa. Hospitais e planos de saúde devem oferecer serviços de Cuidados Paliativos e a ANVISA deve zelar para que a assistência seja adequada e de acordo com os padrões exigidos para a prática.

Por fim, a sociedade precisa ser conscientizada da importância dos Cuidados Paliativos, afinal, o alívio do sofrimento proporcionado por esta forma de assistência é um direito de cada um de nós. Neste caso, o papel dos veículos de comunicação é essencial.

O relatório da Economist Intellicence Unit é um alerta para nós brasileiros e surge como um norte. Mostra onde estamos. Cabe a nós decidirmos aonde queremos chegar.  Quem sabe, em 2014, conseguimos subir várias posições nesse ranking?

Para ler o relatório completo visite a Biblioteca Virtual no site da ANCP e digite The Economist na ferramenta de busca. O texto, em inglês, está aberto a todos os interessados em lê-lo.

Por fim, não deixe de participar dessas discussões no IV Congresso Internacional de Cuidados Paliativos, iniciativa da Academia Nacional de Cuidados Paliativos. Vamos todos juntos mudar esta realidade!

Inscreva-se e participe: www.paliativo.org.br/congresso