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I Congresso Lusófono de Cuidados Paliativos
13 de setembro de 2012

ENTREVISTA ESPECIAL – Manuel Luís Vila Capelas, presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos
11 de julho de 2012

Por Carla Dórea Bartz

O enfermeiro Manuel Luís Vila Capelas, presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), conversou com a equipe de comunicação da ANCP e falou um pouco sobre a sua trajetória como paliativista, o atual estágio dos Cuidados Paliativos em Portugal e também sobre a importância da parceria entre as duas entidades.

ANCP – Como você se interessou por Cuidados Paliativos?

Manuel Capelas - Sou enfermeiro e, durante toda a minha vida profissional, trabalhei em Unidades de Queimados e Serviços de Hemodiálise. Tanto em num como noutro, a grande maioria dos doentes eram essencialmente doentes paliativos. Surgiu assim o meu interesse pela área, que aumentou consideravelmente quando frequentei o mestrado em Cuidados Paliativos. Desde então, comecei a intervir mais ativamente em prol dos Cuidados Paliativos, integrando os corpos sociais da APCP. Mudei para a vida académica, onde tenho promovido a formação básica e pós-graduada em Cuidados Paliativos, assim como a pesquisa. Neste momento, faço o meu doutoramento em Ciências da Saúde – Cuidados Paliativos, sobre Indicadores de Qualidade para os Serviços de Cuidados Paliativos em Portugal. Coordeno também o Curso de Mestrado em Cuidados Paliativos da Universidade Católica Portuguesa, assim como participo em diversos cursos em instituições de ensino superior. Interesso-me, sobretudo, e investigo na área da organização de serviços, estimativa de necessidade e melhoria da qualidade. Desde dezembro de 2011, sou o presidente da APCP, onde tento ser mais do que presidente. Tento funcionar como motor e coordenador de uma vasta e espetacular equipe, com pessoas que dispuseram de momentos das suas vidas para trabalharmos em conjunto pelo desenvolvimento desta importante área.

ANCP – Como surgiu a ideia do I Congresso Lusófono de Cuidados Paliativos?

MC - Já vem de algum tempo, por conversas que mantemos com a Dr.ª Maria Goretti Maciel, mas que avançou quando do Congresso da Associação Europeia de Cuidados Paliativos (EAPC), que decorreu em Lisboa em maio de 2011. Nesse momento, todos consideramos a necessidade de avançar com este desafio.

ANCP – Quais são os objetivos do I Congresso Lusófono?

MC - O objetivo maior é a divulgação científica, acompanhado pela partilha de experiências com povos e estruturas de saúde com raízes culturais semelhantes, embora com realidades muito diferentes no desenvolvimento dos seus programas de Cuidados Paliativos, além de maior aproximação entre os profissionais desta área.

ANCP – Quais são suas expectativas?

MC - Que surjam projetos comuns, seja de investigação, seja de intercâmbio formativos, em especial com os países de África, onde a nossa e vossa ajuda poderá ser fundamental.

ANCP – Na sua opinião, qual a importância da existência de uma rede de entidades lusófonas focadas em Cuidados Paliativos?

MC - Pela partilha da língua e raízes culturais poderem ser polos dinamizadores de divulgação e pesquisa científica. Assim, com o compartilhamento de experiências, poderem ser uma voz mais forte nos seus países, do que cada um por si, atuando individualmente.

ANCP – Em especial, como avalia a importância do acordo entre a APCP e a ANCP?

MC - Fundamental, pois todas as associações, na minha perspectiva, deveriam estar unidas e não funcionarem como casulos. Aqui procuramos que, ao avançar este projeto de I Congresso Lusófono, pudesse existir algo mais forte que unisse estas duas associações, e que essa união fosse partilhada por ambos os associados. Tem todo o sentido caminharmos lado a lado, quando o nosso objetivo comum é a melhoria dos cuidados e da qualidade de vida do doente em fim-de-vida.

ANCP – Como está a situação dos Cuidados Paliativos em Portugal?

MC - Está em desenvolvimento, numa fase crucial de potencial mudança, onde se está a tentar desenvolver uma verdadeira rede nacional de Cuidados Paliativos que dê efetiva resposta aos doentes que destes cuidados necessitam. Estamos também na fase crucial do desenvolvimento das competências/especializações médicas e de enfermagem em Cuidados Paliativos. Por outro lado, exige-se nesta fase uma maior responsabilização dos prestadores e políticos para a disponibilização de cuidados de qualidade.

ANCP –  Existe apoio do governo? Há bons serviços que atendem a população?

MC – Sim, existe apoio do governo, embora nestes tempos de crise, não seja fácil. Existem muitos bons serviços mas também existem outros que deixam muito a desejar. Não existe uma equidade na acessibilidade dos doentes a estes serviços, pois alguns distritos não têm um único recurso de Cuidados Paliativos.

ANCP – Como é a formação do paliativista português?

MC - Muito variável. Temos uns que fizeram formação avançada e especializada e até com estágio em unidades de referência, como temos outros que exercem funções sem qualquer formação especifica nem estágio.

ANCP – Há alguma forma de certificação ou acreditação? MC – Ainda não.

ANCP – Qual o papel da APCP nos Cuidados Paliativos em Portugal?

MC - Ser um polo dinamizador dos Cuidados Paliativos no nosso país e um parceiro privilegiado no trabalho com as autoridades responsáveis pelo desenvolvimento destes serviços;  trabalhar em sinergia com organizações que visem o desenvolvimento dos Cuidados Paliativos e áreas afins em Portugal e no estrangeiro; contribuir para a credibilidade e garantia da qualidade das estruturas que prestam e/ou venham a prestar cuidados nesta área; apoiar os profissionais de saúde que queiram se dedicar a esta área da saúde e fortalecer a investigação específica a desenvolver, que ainda é muito isolada, equipe por equipe.. Nossas metas são a formação adequada dos profissionais, a qualidade dos cuidados e a equidade no acesso aos serviços de Cuidados Paliativos em nosso país.

Acordo inédito confirma parceria entre Academia Nacional de Cuidados Paliativos e a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos
11 de julho de 2012

A Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) e a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) firmaram, em junho, acordo de cooperação inédito entre as entidades.

De acordo com o texto firmado, as principais ações compreendem:

  • Garantir aos associados de ambas entidades, em dia com a sua anuidade, descontos iguais em todas as atividades científicas tais como congressos, jornadas e simpósios.
  • Proporcionar descontos na aquisição de revistas científicas editadas ou que venham a ser editadas pelas duas entidades;
  • Promover encontros para troca de experiências e conhecimento;
  • Trabalhar em prol do desenvolvimento dos Cuidados Paliativos em Portugal e no Brasil.

O presidente da APCP, Manuel Luís Vila Capelas, considera a parceria “fundamental, pois todas as associações, na minha perspectiva, deveriam estar unidas e não funcionarem como casulos. Faz todo sentido caminharmos lado a lado, quando o nosso objetivo comum é a melhoria dos cuidados e da qualidade de vida do doente em fim-de-vida”. (Leia aqui no site www.paliativo.org.br entrevista exclusiva com Manuel Luis Vila Capelas)

Para o presidente da ANCP, Roberto Bettega, o acordo é muito importante. “Vem reforçar minha convicção de que o trabalho em equipe sempre traz mais resultados do que tentativas isoladas. Vejo grandes vantagens para ambas instituições, especialmente para nossos associados que poderão trocar experiências com paliativistas portugueses e da União Europeia. Tenho grande satisfação de estar presidindo a ANCP neste momento de enlace.

A primeira ação conjunta das duas entidades é a realização do I Congresso Lusófono de Cuidados Paliativos, que acontecerá de 11 a 13 de outubro, na cidade do Porto, em Portugal. O evento conta, em sua comissão científica, com duas conselheiras da ANCP: Maria Goretti Salles Maciel e Cláudia Burlá. Além delas, participarão como palestrantes os diretores da ANCP Dalva Yukie Matsumoto e Ricardo Tavares de Carvalho.

As inscrições para submissão de trabalhos científicos estão abertas até 25 de agosto. Para saber mais informações, visite: www.apcp.com.pt. Associados da ANCP, em dia com sua anuidade, têm desconto nas inscrições para o evento.

Em outubro de 2013, será a vez do Brasil sediar o II Congresso Lusófono de Cuidados Paliativos que acontecerá simultaneamente com o V Congresso Internacional de Cuidados Paliativos (www.paliativo.org.br/congresso) em Recife, Pernambuco.

Envie sua pesquisa para o I Congresso Lusófono!
26 de junho de 2012

A Comissão Organizadora do I Congresso Lusófono de Cuidados Paliativos informa:

As inscrições para envio de trabalhos científicos vão até o dia 25 de agosto! Participe!

Associados da ANCP, em dia com a sua anuidade, tem desconto na inscrição no Congresso e no Workshop.

Para programação completa e inscrições, visite o site: www.apcp.com.pt

Lembrando que o I Congresso Lusófono de Cuidados Paliativos é feito em parceria entre a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) e a Academia Nacional de Cuidaods Paliativos (ANCP)!

ANCP anuncia o I Congresso Lusófono de Cuidados Paliativos
1 de junho de 2012

A Academia Nacional de Cuidados Paliativos tem o prazer de informar a realização do I Congresso Lusófono de Cuidados Paliativos. O evento acontecerá de 11 a 13 de outubro de 2012 na cidade do Porto, em Portugal.

A organização é da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos e o objetivo é reunir paliativistas de todos os países de língua portuguesa. Dois membros do Conselho Consultivo da ANCP fazem parte da Comissão Científica do evento: Dra. Maria Goretti Sales Maciel e Dra. Cláudia Burlá.

O Congresso contará ainda com a participação de oito palestrantes brasileiros, dentre eles dois diretores da Academia Nacional de Cuidados Paliativos: Dra. Ricardo Tavares de Carvalho e Dra. Dalva Yukie Matsumoto.

As inscrições de trabalhos científicos estão abertas até 30 de junho. E detalhe: associados da ANCP terão desconto nas inscrições para o evento!!!

Informações: http://www.apcp.com.pt/.