Posts com a tag ‘Cuidados Paliativos’

Estudo mostra que chances de uma morte tranquila são três vezes maiores para pacientes de demência com diretivas antecipadas de vontade
24 de março de 2014

Um estudo recente publicado no periódico PLOS One mostrou que pacientes de demência em fase terminal  que residem em casas de repouso mostram bem menos medo e ansiedade em relação à morte se eles tiverem seu testamento vital.

Os pesquisadores analisaram respostas coletadas em 89 casas de repouso na Bélgica, com foco nos cerca de 200 residentes que tinham demência quando vieram a óbito. Os residentes que haviam completado as diretivas antecipadas de vontade eram três vezes mais propensos a experimentar menos medo e ansiedade em seus últimos dias, segundo o estudo. Os pesquisadores chegaram a essa conclusão baseados nas respostas de familiares, obtidas por meio de uma escala específica de avaliação.

O item “ter uma ordem de não-ressuscitar” foi particularmente relacionado a um processo de morte mais calmo, segundo os responsáveis pelo estudo. Já a existência de um documento com ordens por escrito do clínico geral não tinha nenhuma associação com esse aspecto do processo da morte, assim como a comunicação verbal entre enfermeiras e pacientes e/ou familiares.

O estudo não foi desenhado para determinar por que as diretivas antecipadas de vontade têm um efeito emocional positivo em pacientes terminais, mas os investigadores ofereceram algumas explicações possíveis. Uma delas é o fato de os familiares, certos de que seu ente querido estava recebendo o tipo de cuidado preferido, projetavam uma maior sensação de calma ao residente. Outra razão é o efeito causado por uma diretiva antecipada de vontade: ao desenvolvê-la, inicia-se um processo psicológico que ajuda o paciente a morrer em paz.

Considerando que apenas 17,5% dos residentes nesse estudo tinham diretivas antecipadas de vontade, o estudo conclui que o testamento vital deveria ser mais comum e que o processo de planejamento antecipado deve começar o mais cedo possível para pessoas com demência.

Fonte: eHospice

Regional Sudeste da ANCP lança Ciclo de Cinema e Reflexão no Rio
19 de março de 2014

20 milhões de pessoas necessitam de Cuidados Paliativos, diz Organização Mundial da Saúde
28 de fevereiro de 2014

Apenas uma em cada dez pessoas que precisam de Cuidados Paliativos – ou seja, de tratamento para o alívio da dor, sintomas e estresse causados por doenças sérias e crônicas – recebe este atendimento no mundo hoje. Esta é a conclusão do Atlas Global de Cuidados Paliativos na Terminalidade da Vida, publicado pela Organização Mundial da Saúde e pela ONG Worldwide Palliative Care Alliance (WPCA), no final de janeiro.

Cuidados Paliativos incluem, além do alívio da dor e de outros sintomas físicos, a atenção a sofrimentos psicossociais e emocionais e o apoio à família até a fase do luto. “A assistência paliativa é realizada por equipe multiprofissional, liderada por um médico, e composta por, no mínimo, um enfermeiro, um psicólogo, um assistente social e um fisioterapeuta”, explica a Dra. Maria Goretti Sales Maciel, presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), entidade brasileira que faz parte da WPCA.

Segundo a OMS, a cada ano mais de 20 milhões de pessoas necessitam de Cuidados Paliativos ao final de suas vidas no mundo todo. Cerca de 6% destas são crianças. O número total estimado é de 40 milhões, incluindo os pacientes no estágio inicial da doença.

Para a agência, o mundo ainda está focado no combate e prevenção a patologias endêmicas e transmissíveis, como a malária, a dengue, a tuberculose e a AIDS. “Com o envelhecimento da população, está na hora do governo investir também em políticas públicas voltadas para a terminalidade da vida e para doenças não transmissíveis como o câncer, as demências e as patologias cardiovasculares”, afirma a Dra. Goretti.

“Os Cuidados Paliativos no Brasil avançam de maneira constante e sólida, porém em um ritmo lento”, avalia a médica. “Temos cadastrados, no diretório da ANCP, cerca de 80 serviços de Cuidados Paliativos de todas as regiões do Brasil. No entanto, cada um está em uma etapa de desenvolvimento”, informa.  “Em  sua maioria, são iniciativas de profissionais de saúde empenhados em melhorar a assistência oferecida a seus pacientes”, explica. “Está na hora destas iniciativas serem reconhecidas e de se tornarem oficiais”.

Este é o apelo que faz também a Organização Mundial da Saúde ao solicitar de seus estados membros que integrem os Cuidados Paliativos aos seus sistemas de saúde. “No Brasil, atualmente, a Academia Nacional de Cuidados Paliativos está conversando com o Ministério da Saúde sobre este assunto. A pauta inclui acesso a medicamentos essenciais, formação de recursos humanos e modelos de assistência no âmbito do SUS”, explicou. “Acreditamos que medidas concretas devam ser aplicadas a partir de 2015”, salientou.

O Atlas de Cuidados Paliativos na Terminalidade da Vida pode ser baixado do link: http://www.who.int/nmh/publications/en/

Entidades médicas anunciam Dia Nacional de Advertência e Protesto
28 de fevereiro de 2014

Fonte: Conselho Federal de Medicina

No próximo dia 7 de abril (Dia Mundial da Saúde), entidades médicas de todo o país organizam o Dia Nacional de Advertência e Protesto aos Planos de Saúde. A data será marcada por atos públicos contra os problemas que afetam o setor suplementar de saúde e deverá ainda convergir com o início das mobilizações da categoria no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), também previsto para abril. Além de reivindicarem a recomposição de honorários, as entidades médicas defendem o fim da intervenção antiética das operadoras na autonomia profissional e a readequação da rede credenciada, para que seja garantido o acesso pleno e digno dos pacientes à assistência contratada.

A deliberação foi promovida durante encontro da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), realizada na última sexta-feira (14) na sede da Associação Paulista de Medicina (APM). Em ato simbólico, as operadoras de planos de saúde e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), reguladora do setor, receberam cartão amarelo por ainda não atenderem plenamente o pleito dos médicos. Segundo o coordenador do grupo e 2º vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Aloísio Tibiriçá, a saúde suplementar cresce cerca 4% ao ano em quantidade de beneficiários e, por isso, é preciso ter sua rede credenciada ampliada e seus prestadores de serviço valorizados.

“Temos um compromisso com a sociedade e nosso papel é alertar e denunciar a insatisfação dos médicos e dos pacientes com esse setor que hoje é um dos líderes em reclamações nos órgãos de defesa do consumidor. Às vezes, pedimos um exame que demora meses para ser feito, o que pode comprometer o nosso atendimento. Queremos mobilizar todo o Brasil neste dia de protesto”, afirmou Tibiriçá.

Reivindicações – Será o quarto ano consecutivo em que os médicos se mobilizam em prol de melhorias no setor. Desta vez, a categoria definiu quatro itens de reivindicação que exprimem o histórico de lutas das entidades médicas. Além do reajuste adequado dos valores das consultas e procedimentos – tendo como referência a Classificação Brasileira de Honorários e Procedimentos Médicos (CBHPM) em vigor –, a classe cobra da ANS uma nova contratualização e hierarquização dos procedimentos médicos baseadas nas propostas das entidades médicas nacionais apresentadas desde abril de 2012. O fim da intervenção antiética dos planos de saúde na autonomia da relação médico-paciente e a readequação da rede credenciadatambém serão bandeiras da mobilização.

Para o dia 7 de abril, está prevista a realização de atos públicos como assembleias, caminhadas, concentrações, dentre outras formas de manifestação. O formato será definido pelas Comissões Estaduais de Honorários Médicos, compostas pelas Associações Médicas, Conselhos Regionais de Medicina, Sindicatos Médicos e Sociedades Estaduais de Especialidades. Em caso de suspensão temporária de atendimentos eletivos, os pacientes serão atendidos em nova data, que será informada.

Durante o encontro em São Paulo, também foi divulgada uma carta aberta à ANS, aos médicos e à sociedade, assinada pelas três entidades nacionais – Associação Médica Brasileira (AMB), CFM e Federação Nacional dos Médicos (Fenam). No documento, os médicos criticam a proposta de resolução normativa da Agência, que pretende induzir “boas práticas entre operadoras e prestadores”, sem, no entanto, contemplar ou reproduzir as discussões e demandas sobre a contratualização. Se editada na forma original, afirmam os médicos, a norma poderá agravar ainda mais os conflitos no setor.

Confira abaixo a íntegra da Carta Aberta e leia mais sobre o assunto em Proposta da ANS não atende aos médicos:


CARTA ABERTA À ANS, AOS MÉDICOS E À SOCIEDADE

Os médicos, por meio de suas entidades representativas nacionais, tornam pública sua posição contrária ao conteúdo da Resolução Normativa expressa na Consulta Pública 54/2013, proposta pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A formatação final desta Consulta Pública não contemplou ou reproduziu as discussões e demandas sobre contratualização, levadas à ANS pelos médicos desde abril de 2012, quando se iniciaram as discussões.

A temática proposta não atende ao previsto na Agenda Regulatória da própria ANS para 2013/2014, no que diz respeito aos médicos, e não resolve os conflitos entre operadoras e prestadores médicos na Saúde Suplementar. Pelo contrário, nomeada de “boas práticas”, cria uma maior interface de problemas.

A ANS foge de seu dever legal de mediar a relação entre os agentes do setor, não produzindo a necessária segurança jurídica que se daria através de uma real contratualização.

A ANS propõe soluções chamadas de “boas práticas”, que beneficiarão os planos de saúde, e tenta, nesta proposta de Resolução, impedir o recurso dos médicos à Justiça, direito fundamental na democracia.

Assim, face ao item três da Agenda Regulatória da ANS – “relacionamento entre operadoras e prestadores” –, constatamos a exclusão dos itens dos prestadores médicos na solução proposta. Portanto, sem sua incorporação na discussão, veremos editada pela Agência uma norma que, de forma unilateral, não atende aos médicos e não oferece a necessária segurança ao atendimento final dos nossos pacientes.

ANCP e entidades parceiras anunciam descontos para Cursos de Cuidados Paliativos
28 de fevereiro de 2014

A Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) acredita que a base de uma assistência de qualidade está na formação de profissionais comprometidos e capacitados.

Assim, com os objetivos de estimular a formação em Cuidados Paliativos e de oferece novos benefícios aos associados em dia com a anuidade, a ANCP convidou algumas entidades que ministram cursos de Cuidados Paliativos para uma parceria em 2014.

O resultado foi muito positivo, com a abertura de várias possibilidades que devem se concretizar ao longo do ano. A ANCP agradece em especial, neste primeiro momento, à Casa do Cuidar, ao Instituto Paliar e à Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

E anuncia também os seguintes convênios:

Casa do Cuidar

Curso Avançado Multiprofissional de Cuidados Paliativos

Objetivo: ao final do curso, o aluno deve ser capaz de compreender seu papel profissional dentro da perspectiva de Cuidados Paliativos redirecionando seu conhecimento técnico para os objetivos de conforto, bem estar, qualidade de vida com valor e significado determinados pelo paciente e sua família.

Duração: de abril a dezembro de 2014

Informações e inscrições: www.casadocuidar.org.br / faleconosco@casadocuidar.org.br / (11) 3815-7604

Benefício: 5% de desconto para o associado da ANCP em dia com sua anuidade.

Outras atividades: a Casa do Cuidar também oferece cursos básicos de curta duração e à distância.

Instituto Paliar

Pós-graduação em Medicina Paliativa (lato sensu)

Pós-graduação em Cuidados Paliativos para Médicos (aperfeiçoamento)

Pós-graduação Multiprofissional em Cuidados Paliativos (aperfeiçoamento)

Objetivo: formar profissionais de saúde para a prática em equipes de Cuidados Paliativos em todos os níveis de assistência, capazes de responder às principais demandas de pacientes e familiares.

Duração: de março a dezembro de 2014

Informações e inscrições: www.paliar.com.br / contato@paliar.com.br / (11) 5051 0555

Benefícios: 5% de desconto para o associado da ANCP em dia com sua anuidade.

Outras atividades: o Instituto Paliar oferece também cursos avançados.

Visite sempre o site www.paliativo.org.br e confira na Agenda de Eventos novidades sobre congressos, cursos, seminários e atividades de interesse na áreas de Cuidados Paliativos e de Medicina Paliativa.

E também fique alerta para futuros convênios e benefícios!