Arquivo da categoria ‘artigos cientificos’

Estudantes, doenças graves e Cuidados Paliativos: resultados de um estudo piloto baseado numa intervenção escolar
2 de julho de 2014

Um estudo, publicado online no American Journal of Hospice and Palliative Medicine em junho, avaliou os resultados de uma intervenção feita entre alunos do ensino médio sobre doenças graves e Cuidados Paliativos.

O piloto era parte de um projeto voltado para aumentar o conhecimento sobre Cuidados Paliativos entre os estudantes e envolveu a exibição de um filme relacionado ao tema, duas reuniões em sala de sala e o desenvolvimento de uma produção multimídia baseada na classe.

Cinco classes de cinco escolas de ensino médio participaram do piloto e foi usada uma avaliação antes-depois para calcular a viabilidade e o impacto da intervenção. Questionários válidos foram preenchidos por 84% (antes) e 79% (depois) dos 89 alunos.

Os resultados da avaliação posterior à intervenção mostraram uma proporção pareada significativamente mais alta de estudantes falando sobre “melhorar a qualidade de vida do paciente” e “doenças que ameaçam a vida”. Os componentes da intervenção foram considerados de bastante utilidade pelos alunos e o feedback recebido foi positivo.

Para saber mais sobre o estudo, clique aqui.

eHospice: Dr. Derek Doyle, autor de O Bilhete de Plataforma, avalia a importância da cooperação em #CuidadosPaliativos
29 de janeiro de 2014

Editorial do eHospice: Um exercício internacional de compaixão

Por Dr. Derek Doyle

Tradução para o português: Carla Dórea Bartz (ANCP)

(publicado originalmente em inglês no eHospice.com, no dia 21 de janeiro de 2014. Link: http://www.ehospice.com/default.aspx?tabid=10086&ArticleId=8500#.Uuk__KVxv9A).

O Dr. Derek Doyle, autor do livro Bilhete de Plataforma, editor e fundador da revista Palliative Medicine e editor sênior de três edições do Oxford Textbook of Palliative Medicine, reflete sobre o desenvolvimento dos Cuidados Paliativos e pergunta como a comunidade paliativista pode ajudar a espalhar seus conceitos pelo mundo. Bom exercício também para nós brasileiros.

Algumas pessoas podem pensar que eu e outros pioneiros do movimento hospice e dos Cuidados Paliativos somos como dinossauros vivos.

De fato, os anos 1960 trouxeram muita satisfação, como também desafios e, por isso, ninguém poderia chamá-los de fáceis. Desde que começamos, em 1968, houve muitos avanços e conquistas: muito mais do que pensávamos ser possível.

O sucesso de nosso “movimento” se deve, em muito, às organizações nacionais, internacionais e profissionais que têm trabalhado ao longo dos anos para promover os Cuidados Paliativos. Em particular, ressalto o trabalho da International Association for Hospice and Palliative Care (IAHPC), que tem tido um papel importante na promoção dos Cuidados Paliativos em todo o mundo.

Contudo, a IAHPC também enfrenta dificuldades: muitas pessoas veem os Cuidados Paliativos como um luxo muito distante de suas prioridades. Como resultado, negociações sem fim com líderes políticos e profissionais nacionais e internacionais, com poucos resultados nesses últimos 20 ou 30 anos. Outros obstáculos têm sido as restrições ao uso de opioides e, ainda persistindo hoje em mais da metade dos países do mundo, o mito de que opioides causam dependência química.

Agora (estou tentado a dizer “finalmente”), a Organização Mundial da Saúde (OMS) está nos mostrando a sua autoridade e influência política. O Plano de Ação Global sobre a Prevenção e o Controle de Doenças Não-Transmissíveis (2013-20120) inclui os Cuidados Paliativos como uma das áreas propostas aos Estados Membros. A OMS publicará em breve o Atlas Global de Cuidados Paliativos, em colaboração com a Worldwide Palliative Care Alliance (WPCA).

Esta semana, a OMS divulgou um relatório, submetido ao Comitê Executivo, sobre a necessidade crescente de serviços de Cuidados Paliativos. O relatório amplia o escopo dos esforços passados para ressaltar a necessidade de assistência paliativa a pacientes portadores de patologias diversas, não só aqueles que têm câncer.

Mas, com isso, lembramos que 21 milhões de pessoas precisam de Cuidados Paliativos a cada ano e que 42% dos países do mundo não têm uma única iniciativa na área. Também sabemos que somente os chamados países “desenvolvidos” ensinam Cuidados Paliativos nas faculdades de medicina e enfermagem. Cerca de 50% das nações não dispõe de políticas de acesso a opioides e, por fim, que Cuidados Paliativos são considerados uma especialidade em somente 10 países.

Podemos nós, escoceses, ajudar? A resposta é um grande SIM!

  1. Nós podemos ajudar um médico ou enfermeira de um país em desenvolvimento a passar ao menos duas semanas em um serviço de Cuidados Paliativos. Eles devem conhecer tudo o que fazemos, dedicando ao menos 30 minutos de cada dia a uma sessão de Perguntas e Respostas com membros da equipe. Sei por experiência que essa é uma tarefa exaustiva para todos os envolvidos: não é uma viagem de férias para o visitante, nem trás recursos para a unidade. Mas a experiência pode ser marcante. Além disso, se um bom número de serviços se comprometerem a realizar esta ação, pode haver interesse de patrocinadores.
  2. Segundo, médicos especializados, com auxílio da IAHPC, podem visitar um serviço de Cuidados Paliativos no exterior por, no mínimo, duas semanas. Lá, eles podem demonstrar, ensinar e explicar cada detalhe da paliação aos profissionais que ali trabalham. De novo, isso não é motivo para férias (voos em classe econômica, acomodação básica, longas horas de trabalho). De fato, este esquema quase parou devido aos poucos médicos preparados para tantos sacrifícios!
  3. Minha terceira sugestão é que realizemos programas de intercâmbio entre unidades de países em desenvolvimento com unidades de mesmo tamanho e número de colaboradores na Escócia. Ambas as partes se comprometem a manter contato frequente e regular, por e-mail ou Skype, para dividir informações sobre problemas clínicos, material de ensino, avaliações, problemas de gerenciamento, dicas de motivação e sobre negociações com o governo. Esta ação tem melhores resultados quando ambas instituições estão aproximadamente no mesmo estágio de desenvolvimento. É um exercício de compartilhamento: ambas estão abertas para ajudar-se mutuamente.

Uma questão final desafiadora:

Cuidados Paliativos sempre foram vistos como um exercício de compaixão, de cuidar daqueles em desespero. Esta compaixão não deveria ser estendida aos nossos amigos de fora que atualmente encontram mais dificuldades de reconhecimento do que nós tivemos em 1968?

Eu acredito que sim.”

Dica de leitura: St. Christopher Hospice lança publicação sobre terminalidade da vida para enfermeiras
21 de janeiro de 2013

Fonte: eHospice

O St. Christopher’s Hospice, o mais importante hospital inglês em Cuidados Paliativos, acaba de lançar a edição de Inverno 2012/2013 do End of Life Journal, publicação exclusiva da instituição.

Neste número, artigos sobre aspectos da prática de enfermagem ligados a questões de final de vida voltados para enfermeiras generalistas de grandes hospitais, de serviços públicos de saúde e de assistência domiciliar. Há muitos artigos também de interesse de especialistas em Cuidados Paliativos, nas diversas áreas que compõe as equipes multiprofissionais.

  • Entre os artigos publicados, destacamos:
  • Entendendo os fatores que influenciam o processo de luto;
  • O que é demência? Implicações para o cuidado de final de vida;
  • Falando sobre demência;
  • Locais de trabalhos estressantes: uma pesquisa com enfermeiras paliativistas na Austrália
  • Mantendo a dignidade ao final de vida em uma serviço de emergência
  • A experiência de uma filha sobre a morte de sua mãe em um hospital;
  • O uso de sistemas de informação para garantir uma assistência de qualidade ao final da vida;
  • O desenvolvimento de padrões nacionais para hospices e assistência domiciliar.

O End of Life Journal, do St. Christopher Hospice, é uma publicação gratuita. Qualquer pessoa pode baixar os artigos em inglês no link: http://endoflifejournal.stchristophers.org.uk/current-issue. É necessário um pequeno registro antes.

Edição 281 do Media Watch está na Biblioteca Virtual
3 de dezembro de 2012

A edição 281 do boletim Media Watch já está hospedada na Biblioteca Virtual e à disposição para download. O Media Watch é um boletim focado em notícias na área de Cuidados Paliativos distribuído semanalmente.

Atenção associados: artigo sobre revisão no uso de opioides na Biblioteca Virtual
3 de julho de 2012

Artigo sobre revisão no uso de opioides na Biblioteca Virtual

A Academia Nacional de Cuidados Paliativos coloca à disposição de seus associados o artigo científico “Uso dos opioides no tratamento da dor no câncer: recomendações baseadas em evidências da European Association for Palliative Care (EAPC)”.

O texto foi originalmente publicado na Revista The Lancet de fevereiro de 2012. É o resultado do trabalho do European Palliative Care Research Collaborative (EPCRC), em nome da EAPC, que envolve pesquisadores e instituições de vários países europeus.

O artigo está em inglês e é possível fazer o download. Lembramos que os direitos autorais pertencem à EAPC e à revista Palliative Medicine. Por isso, faça o download com intuito de estudar e pesquisar.

Boa leitura!