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Notícia do CFM: Assinado acordo com parâmetros éticos para relação médico-indústria farmacêutica
16 de fevereiro de 2012

Fonte: Conselho Federal de Medicina (CFM)

Acordo inédito – firmado entre o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) – estabelece parâmetros para a relação entre médicos e indústrias.

O protocolo começou a ser discutido em 2010, a partir de uma proposta da Interfarma, e será assinado também por outras entidades como a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), também pioneira nas discussões, nesta terça-feira, 14 de fevereiro, na sede do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp).

Para o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, a iniciativa atesta que a relação entre médicos e a indústria evolui para um novo patamar. “Ganhamos em transparência e em respeito. Isso sem contar na autonomia e na liberdade que os médicos e suas entidades de representação conquistam no momento de expressar suas opiniões, ideias e análises”, ressalta.

Fazem parte do documento temas como o apoio das empresas ou entidades à organização de congressos técnicos e científicos, os patrocínios aos convidados de eventos, as ofertas de brindes e presentes, e as boas práticas esperadas no trabalho de visitação aos hospitais, clínicas e consultórios.

Segundo o presidente da AMB, Florentino Cardoso, deve ficar bastante clara a convivência entre os médicos, a indústria farmacêutica e a de equipamentos. “Devemos evitar situações onde ocorram conflitos de interesses, pois a atividade médica deverá ter sempre como principal foco o que é melhor para os pacientes. O acordo traz-nos expectativa de melhorias”, disse.

De acordo com Antônio Britto, presidente executivo da Interfarma, “assim que o Dr. Roberto d’Avila assumiu a presidência do CFM, a Interfarma propôs um diálogo com a classe médica para avançar na pactuação e na definição do que seja ético entre médico e indústria farmacêutica, a partir da premissa de que ambos são os maiores interessados que a relação entre eles ocorra de forma transparente”.

O processo de discussão envolveu os 28 conselheiros do CFM e representantes da Interfarma. Os segmentos reafirmaram o propósito de estabelecer um compromisso de conduta ética, não abrindo mão de princípios como transparência e respeito incondicional à autonomia e independência técnico-científica da classe médica.

Antônio Britto acrescenta que “com o acordo podemos assegurar ao CFM que aquilo que estamos assinando não ficará apenas como declaração de intenção. Começaremos imediatamente a fiscalizar e, com o apoio de nossos associados, tornaremos realidade o que foi proposto no documento conjunto”.

Roberto d’Avila defende que, respeitadas as premissas éticas, a interação do médico com a indústria pode ser exercida de maneira positiva. “Ao assinarmos o documento, nosso principal objetivo é o respeito irrestrito à independência técnico-científica da classe médica para obter resultados que atendam, principalmente, às necessidades dos pacientes”.

CONHEÇA AS PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES

Organização de eventos

O patrocínio pela indústria será possível por contrato escrito com a empresa ou entidade organizadora.

O apoio da indústria não pode estar condicionado à interferência na programação, objetivos, local ou seleção de palestrantes.

Participação de médicos

A presença de médicos em eventos a convite da indústria deve ter como objetivo a disseminação do conhecimento técnico-científico e não pode ser condicionada a qualquer forma de compensação por parte do profissional à empresa patrocinadora.

As indústrias farmacêuticas utilizarão critérios objetivos e plurais para identificar os médicos que serão convidados a participar de eventos, não podendo usar como base critérios comerciais.

Sobre despesas e reembolsos

As indústrias farmacêuticas que convidarem médicos para eventos somente poderão pagar as despesas relacionadas a transporte, refeições, hospedagem e taxas de inscrição cobradas pela entidade organizadora.

O pagamento de despesas com transporte, refeições e hospedagem será exclusivamente do profissional convidado e limitado ao evento.

Fica proibido o pagamento ou o reembolso de despesas de familiares, acompanhantes ou convidados do profissional médico.

Os médicos convidados não podem receber qualquer espécie de remuneração (direta ou indireta) pelo acompanhamento do evento, exceto se houver serviços prestados fixados em contrato.

As indústrias farmacêuticas não poderão pagar ou reembolsar qualquer despesa relacionada a atividades de lazer, independente de estarem ou não associadas à organização do evento científico.

Brindes e presentes

Os brindes oferecidos pelas indústrias farmacêuticas aos profissionais médicos deverão estar de acordo com os padrões definidos pela legislação sanitária em vigor.

Esses materiais devem estar relacionados à prática médica, tais como:  publicações, exemplares avulsos de revistas científicas (excluídas as assinaturas periódicas), modelos anatômicos etc.

Os objetos devem expressar valor simbólico, de modo que o valor individual não ultrapasse 1/3 (um terço) do salário mínimo nacional vigente.

Produtos de uso corrente (canetas, porta-lápis, blocos de anotações etc.) não são considerados objetos relacionados à prática médica e, portanto, não poderão ser distribuídos como brindes.

Regras para visitação

O relacionamento com profissionais da saúde deve ser baseado na troca de informações que auxiliem o desenvolvimento permanente da assistência médica e farmacêutica.

O objetivo das visitas é contribuir para que pacientes tenham acesso a terapias eficientes e seguras, informando os médicos sobre suas vantagens e riscos.

As atividades dos representantes das indústrias farmacêuticas devem ser pautadas pelos mais elevados padrões éticos e profissionais.

Não pode haver ações promocionais de medicamentos dirigidas a estudantes de medicina ainda não habilitados à prescrição, observadas as normas do estatuto profissional em vigor.

Manifesto da Morfina é lançado
4 de fevereiro de 2012

Milhões de pacientes em todo o mundo sofrem com dores desnecessárias porque medicação simples e barata lhes é simplesmente negada.

Por causa disso, o Pallium India, a International Association for Hospice and Palliative Care (IAHCP) e a o Grupo de Estudos de Dor e Política de Medicamentos da Universidade de Winsconsin (EUA), em colaboração com a Organização Mundial da Saúde (WHO), lançaram nesta sexta-feira, dia 3 de fevereiro, o Manifesto da Morfina.

O Manifesto foi assinado por institutos, fundações e organizações relacionadas ao câncer, dor e Cuidados Paliativos de todo o mundo.

O documento clama pelo fim na antiética prática de privilegiar a prescrição e o consumo de opioides e analgésicos de alto custo, em detrimento à morfina oral de baixo custo (Morphine Sulfate Immediate Release – MSIR).

O Manifesto também clama governos, instituições de saúde e a indústria farmacêutica que assegurem o acesso à morfina para pacientes que necessitam da droga a um custo que as pessoas e as comunidades possam pagar.

Os principais líderes do Manifesto da Morfina falaram da importância do anúncio:

Para o Dr. M.R. Rajagopal, presidente do Pallium India, “dor prolongada destrói a mente, o corpo e as famílias”. Ele afirmou ainda que “nós não podemos nos intitular uma sociedade ética se negamos alívio a quem tem dor e, pior do que isso, ainda apoiamos ganhos financeiros a partir do sofrimento ao impor remédios caros e inacessíveis à população”.

Já o Dr. Jim Cleary, diretor do Grupo de Dor e Política de Medicamentos da Universidade do Winsconsin, enfatizou que “o efetivo manejo da dor é um imperativo moral, uma responsabilidade profissional e uma dever dos profissionais de saúde de todo o mundo. Acesso à morfina oral de baixo custo poderia ser um grande passo no efetivo manejo da dor para 83% da população mundial”.

A diretora executiva da IAHCP, Liliana De Lima, ressaltou: “nós esperamos que este manifesto motive governos a diminuir a burocracia que afeta o acesso a opoides e trabalhe com a indústria farmacêutica para facilitar a produção e distribuição de MSIR a todos que precisam”.

Para ler e assinar o Manifesto da Morfina, visite o site: http://palliumindia.org/manifesto/.

A ANCP apoia esta iniciativa.

Vice-Presidente da ANCP assume os Cuidados Paliativos do Hospital do Câncer de Barretos
19 de janeiro de 2012

O Vice-Presidente da ANCP, Dr. Luis Fernando Rodrigues, foi empossado, nesta terça-feira, 17, como o novo coordenador-médico do Hospital São Judas Tadeu.

Este hospital é a unidade de Cuidados Paliativos do Hospital do Câncer de Barretos, localizado no interior de São Paulo e uma referência no atendimento a pacientes oncológicos.

“Meus planos em curto prazo”, disse o Dr. Rodrigues, “são reestruturar o atendimento domiciliar, lançar a pós-graduação multiprofissional e abrir a residência médica em Cuidados Paliativos”.

Atualmente, a unidade conta com 50 leitos e uma equipe multiprofissional.

O convite foi realizado diretamente pelo Dr. Henrique Prata, presidente da Fundação Pio II, mantenedora dos dois hospitais.

Atenção associado: anuidade 2012 – informações importantes!
17 de janeiro de 2012

Prezado Associado,

A diretoria da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP) informa que  já começou a encaminhar por e–mail o boleto de pagamento da anuidade 2012.

Em 2012, todos os boletos serão enviados em janeiro com data máxima de vencimento  em abril.

No final de 2011, a diretoria da ANCP anunciou mudanças no sistema de cobrança das anuidades. O objetivo é tornar este sistema mais eficiente.

A primeira mudança refere-se ao prazo de pagamento. Daqui por diante, todo associado precisará renovar sua associação no primeiro trimestre de cada ano. Em 2012, excepcionalmente, as datas são as seguintes:

Para pagamentos até 28/02/2012,  desconto de 10%.
Para pagamentos até 31/03/2012, desconto de 5%.
O vencimento final para este ano ficou em 30/04/2012.

A segunda mudança refere-se aos valores, que foram reajustados conforme as regras do Estatuto da ANCP (o Estatuto está publicado no site www.paliativo.org.br). Os atuais valores são:

Médicos e demais profissionais de saúde: R$ 311,00

Estudantes: R$ 155, 50

Instituições: R$ 1555,00

Caso você não receba seu boleto até o final de janeiro, envie um e-mail para contato@paliativo.org.br informando a situação.

Participe da ANCP. Sua contribuição é muito importante para a manutenção da nossa entidade!

Abraços paliAtivistas,

Equipe ANCP

Interior de São Paulo forma rede de atendimento em Cuidados Paliativos
22 de setembro de 2011

Da Agência USP

A partir do mês de outubro, a rede de saúde das Diretorias Regionais de Saúde DRSs III e XIII, que ficam nas regiões de Ribeirão Preto e de Araraquara, devem iniciar os encaminhamentos para internações na Enfermaria de Cuidados Paliativos do Hospital Estadual de Américo Brasiliense (HEAB).  O HEAB,  integrante do Complexo de Saúde administrado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP e Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Assistência (FAEPA),  dispõe, desde 2010, de 20 leitos especialmente preparados para atender esses casos e, desde agosto, recebe encaminhamentos do Complexo HCFMRP / FAEPA.

Além das atividades de ensino, pesquisa e assistência mantidas no Complexo HCFMRP/FAEPA, organizou e colocou em funcionamento há três anos a Rede de Apoio em Cuidados Paliativos no município de Ribeirão Preto.